quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tecnologia da Informação (TI), um caminho para o desenvolvimento sustentável – 1ª parte

Autor: Paulo César Fornazier
Secretário de Desenvolvimento do município de Goiânia
Fonte: Diário da Manhã - Goiânia - Goiás

     Estamos vivendo um momento no qual temos a percepção de que existe grande potencial e condições necessárias para que Goiânia inicie um novo ciclo de desenvolvimento econômico, tendo como protagonista o setor de Tecnologia da Informação (TI). Isso poderá impulsionar a geração de empregos e renda.  Trata-se de uma indústria limpa que utiliza mão de obra em larga escala, remunera acima da média dos outros segmentos econômicos e tem produtos e serviços que geram alto valor agregado. O setor de TI, é o único que consegue com o trabalho elevar a qualidade e produtividade de todos os outros segmentos.
     Ao incluir a Tecnologia da Informação nas políticas prioritárias de desenvolvimento, como instrumento de sustentabilidade, devemos destacar a criação da Lei da Inovação tecnológica e industrial e a atualização da lei de informática. No centro da política industrial tecnológica, um programa de financiamento para o setor de software vem ajudando as empresas a se expandir.
   
Até aqui, não se pode dizer que o setor de software e serviços de TI não viu a possibilidade de luz no fim do túnel. Beneficiou-se, ainda, com a diminuição de impostos federais, à medida que usasse as oportunidades da Lei de Inovação. Como um dos pilares iniciais da política de TI, cabe ao setor aproveitar o ambiente, entender-se com seu presente e futuro e posicionar-se no universo da economia sustentável do conhecimento. No atual momento que se busca uma economia de desenvolvimento sustentável, cresce mais rápido e é mais forte quem reconhece a tecnologia da informação, a convergência digital e a inovação como bases para esse novo pilar da economia. Tecnologia da Informação é uma mudança na infraestrutura, veja a Internet, quem quer que fale de inovação, hoje, tem de entender dois momentos: inovar faz parte do atual estágio econômico global, do qual nenhuma empresa, nenhum Estado, poderá mantê-la à margem ou por fora; segundo ponto: há níveis e estruturas de inovação.
      Por isso e necessária a criação de uma política para o município de Goiânia, e não uma política de governo. Nunca se falou tanto em software, exportação e produtos de TI, padrões protocolados e outros termos relativos. Tudo isso passou a fazer parte do dia a dia das mais diversas áreas e órgãos municipais, estaduais e federais, além de estar no pensamento de nossos empresários e também das universidades. Precisamos urgentemente de ações imediatas que permitam começar logo um caminho de aumento de mercado de empresas de TI, buscando em conjunto com poder público, empresários de TI, universidades a discutir um sistema tributário simplificado, e forte incentivo à qualificação profissional e de gestão uma excelente e necessária forma de preparamos o início desta jornada. Por isso é preciso planejar.
      Planejar é a palavra-chave para gerar novas oportunidades empreendedoras, numa  visão de desenvolvimento sustentável. Goiânia, com seus mais de 1,2 milhão de habitantes, tem seu grande desafio de criar alternativas de desenvolvimento.
      Sempre é bom lembrar que a capital está entre as cidades de  melhor qualidade de vida ambiental do país, tendo o maior m² de área verde por habitante, com 0,79 de árvores por morador, com mais de 20 parques ambientais e centenas de praças urbanizadas que são um verdadeiro convite à contemplação e admiração de seus habitantes.
      “A ciência, a tecnologia e a inovação são no cenário mundial contemporâneo, elementos fundamentais para o desenvolvimento, o crescimento econômico, a geração de emprego e renda, e a democratização de oportunidades. O trabalho de técnicos, cientistas, pesquisadores e acadêmicos e o engajamento das empresas são fatores determinantes para a consolidação de um modelo de desenvolvimento sustentável capaz de atender as justas demandas sociais dos brasileiros e do pensamento fortalecido da soberania nacional.” (Plano Nacional de Ciência, Tecnologia/PACTI/MCT, 2007-2010).
      Caminhar neste sentindo, no rumo de uma cidade desejável nos leva a profundas reflexões, sobre o caráter das intervenções do poder público, no que pode ser possível e desejável, de forma a  garantir o desenvolvimento sustentável de todas as atividades econômicas, sociais e ambientais.
Criar oportunidade sustentável é um processo amplo e complexo, por ter que fazer o uso sustentável dos recursos naturais e dar garantias de qualidade ambiental. No nosso município quase já não existem zonas rurais, por isso há dificuldade de criar áreas específicas para um Distrito Industrial.
Goiânia tem um grande potencial nele já instalado, que são as empresas de TI. Esta indústria de conhecimento ou da Inovação precisa e ter seus espaço cada vez mais na cidade. Estas sim, são Indústrias não poluentes,e podem contribuir significativamente para colocar Goiás entre os desenvolvedores de TI no nosso país.
      Podemos e devemos caminhar juntos com a preservação da art decó da cultura, com empresas inovadoras e seus talentos desfrutando de todas áreas verdes e de qualidade de vida que a cidade oferece.
Neste sentido podemos avançar,com a criação de uma indústria (parques) sustentável em nossa capital, como um grande avanço de cidade tecnológica e inovadora.
      Buscando contribuir para esta transformação em que devem estar juntos todos os setores nesta nova concepção de desenvolvimento, poder público, empresários e universidades, tem que cada vez mais aproximar deste debate, para juntos possam apresentar a sociedade políticas de inovação para o Setor TI. Estes poderes juntos poderão influenciar diretamente em um avanço na economia do município tendo como ponto principal o desenvolvimento sustentável.

Um comentário:

  1. Além da TI Verde...
    "(...)Ainda há uma maioria significativa que possui entendimento simplista do tema, associando-o a um requisito de redução de energia e de impactos ambientais (com descarte de itens eletrônicos nocivos ao meio ambiente) – a chamada TI Verde. Há muito além disto.
    No próprio aspecto ambiental, são avaliados meios para o descarte adequado, reduzindo a contaminação pela decomposição de metais (principalmente chumbo e cobre). Também buscam a substituição de periféricos por outros de mesmo potencial, mas com menor consumo de energia e menor emissão de gases poluentes.
    http://www.profissionaisti.com.br/2009/01/sustentabilidade-em-ti-indo-alem-da-ti-verde/

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