Lourença Santiago Ribeiro – Mestranda do Programa de Pós Graduação em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação;   short paper apresentado à Disciplina Perspectivas em Ciência da Informação – PPCGI/SA/UFPR.
Fonte:http://www.sugestao.info/?p=779
A evolução das tecnologias de informação e de comunicação agilizou o
processo de construção e disseminação de informação/conhecimento culminando na
explosão informacional. Foi em meio à evolução tecnológica e ao crescimento do
conhecimento que surgiu e se consolidou a Ciência da Informação (CI). São exemplos
da presença da tecnologia na história da Ciência da Informação: a impressão do livro,
a confecção das enciclopédias, os sistemas de informação, a internet e agora a
tecnologia de web 2.0 e as redes sociais. Na época do surgimento de cada uma
dessas tecnologias acreditou-se que uma substituiria a outra quando, na verdade, as
novidades permitiram melhorias nos processos de produção e disseminação do
conhecimento.
Além da origem e da influência do desenvolvimento tecnológico, considero as
questões políticas, econômicas, sociais e culturais como aspectos importantes que
permeiam a produção do conhecimento em Ciência da Informação. A questão
econômica determina por exemplo, que a área do conhecimento receberá mais
atenção e recursos. Essa é uma das justificativas para os grandes investimentos em
pesquisa e desenvolvimento em tecnologias de informação.
A questão econômica permeia a produção de conhecimento científico e a
qualidade das informações. No modelo atual de produção do conhecimento científico,
o desempenho do pesquisador é avaliado a partir da sua produtividade, quanto mais
ele escreve e consegue publicar em revistas bem conceituadas, mais ele é
reconhecido e respeitado, logo terá maior retorno financeiro. Essa lógica impede o
crescimento da área e o desenvolvimento de novos pesquisadores.
Acreditando que o conhecimento é o resultado de uma interação social que
envolve questões políticas, econômicas, culturais, sociais e psicológicas, e que é a
informação altera o estado psíquico do indivíduo, penso que a Ciência da Informação
deveria dar uma atenção especial à gênese da informação e ao efeito que ela provoca
individual e coletivamente, assim como ao direito de acesso físico e cognitivo a
informação. É preciso preocupar-se com a qualidade das informações científicas e
comerciais disponibilizadas em sistemas de informação e na web, pois são elas que
modificarão a mentalidade das pessoas.
A jovialidade da CI, as poucas teorias da área, aliado aos constantes
avanços da tecnologia de informação tem gerado uma serie de debates, tais a como: a
aplicação das tecnologias de redes sociais na construção coletiva do conhecimento, a
filosofia de acesso aberto ao conhecimento. Essas questões colocam em cheque o
papel das editoras e das revistas científicas e a sobrevivência da CI frente a tais
avanços.
É fato que a história da CI está entrelaçada aos avanços tecnológicos,
porém, percebe-se que muito do que é vendido hoje como tecnologia de
ponta/novidade, já existe há muito tempo. A tecnologia proporcionou o seu
aperfeiçoamento, é o caso por exemplo do processo de construção coletiva do
conhecimento, uma vez que as enciclopédias já eram uma tentativa de construção
colaborativa. O que mudou foi o suporte e agilidade no processo.
Quanto ao impacto que as novas tecnologias têm causado, a CI não é a
única a sentir. Vejamos o caso da Comunicação Social e as profundas mudanças
ocorridas no setor. No tocante à CI, penso que a tecnologia de transmissão de sinal
elétrico, na época, causou impactos semelhantes aos que sentimos hoje com o
surgimento da web 2.0. Naquele momento foi preciso repensar os processos, e se
adaptar a nova realidade, mas o objeto de estudo continuou sendo a informação.
Outro evento que pode ser usados para exemplificar essa adaptação da CI a evolução
tecnológica, é evolução da bibliometria para a webometria. Com o crescimento do
volume informacional na web aparece a necessidade de técnicas que permitam
mensurar essas informações. A webometria apresenta a mesma lógica da bibliometria,
mas, adaptada ao novo suporte.
Assim como Renault (2007), creio que o fortalecimento e a evolução de uma
ciência estão relacionados aos programas de pesquisas desenvolvidos na sua área.

      A evolução das tecnologias de informação e de comunicação agilizou o processo de construção e disseminação de informação/conhecimento culminando na explosão informacional. Foi em meio à evolução tecnológica e ao crescimento do conhecimento que surgiu e se consolidou a Ciência da Informação (CI). São exemplos da presença da tecnologia na história da Ciência da Informação: a impressão do livro, a confecção das enciclopédias, os sistemas de informação, a internet e agora a tecnologia de web 2.0 e as redes sociais. Na época do surgimento de cada uma dessas tecnologias acreditou-se que uma substituiria a outra quando, na verdade, as novidades permitiram melhorias nos processos de produção e disseminação do conhecimento.

      Além da origem e da influência do desenvolvimento tecnológico, considero as questões políticas, econômicas, sociais e culturais como aspectos importantes que permeiam a produção do conhecimento em Ciência da Informação. A questão econômica determina por exemplo, que a área do conhecimento receberá mais atenção e recursos. Essa é uma das justificativas para os grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento em tecnologias de informação.

      A questão econômica permeia a produção de conhecimento científico e a qualidade das informações. No modelo atual de produção do conhecimento científico, o desempenho do pesquisador é avaliado a partir da sua produtividade, quanto mais ele escreve e consegue publicar em revistas bem conceituadas, mais ele é reconhecido e respeitado, logo terá maior retorno financeiro. Essa lógica impede o crescimento da área e o desenvolvimento de novos pesquisadores.

      Acreditando que o conhecimento é o resultado de uma interação social que envolve questões políticas, econômicas, culturais, sociais e psicológicas, e que é a informação altera o estado psíquico do indivíduo, penso que a Ciência da Informação deveria dar uma atenção especial à gênese da informação e ao efeito que ela provoca individual e coletivamente, assim como ao direito de acesso físico e cognitivo a informação. É preciso preocupar-se com a qualidade das informações científicas e comerciais disponibilizadas em sistemas de informação e na web, pois são elas que modificarão a mentalidade das pessoas. A jovialidade da CI, as poucas teorias da área, aliado aos constantes avanços da tecnologia de informação tem gerado uma serie de debates, tais a como: a aplicação das tecnologias de redes sociais na construção coletiva do conhecimento, a filosofia de acesso aberto ao conhecimento. Essas questões colocam em cheque o papel das editoras e das revistas científicas e a sobrevivência da CI frente a tais avanços.

     É fato que a história da CI está entrelaçada aos avanços tecnológicos, porém, percebe-se que muito do que é vendido hoje como tecnologia de ponta/novidade, já existe há muito tempo. A tecnologia proporcionou o seu aperfeiçoamento, é o caso por exemplo do processo de construção coletiva do conhecimento, uma vez que as enciclopédias já eram uma tentativa de construção colaborativa. O que mudou foi o suporte e agilidade no processo.

      Quanto ao impacto que as novas tecnologias têm causado, a CI não é a única a sentir. Vejamos o caso da Comunicação Social e as profundas mudanças ocorridas no setor. No tocante à CI, penso que a tecnologia de transmissão de sinal elétrico, na época, causou impactos semelhantes aos que sentimos hoje com o surgimento da web 2.0. Naquele momento foi preciso repensar os processos, e se adaptar a nova realidade, mas o objeto de estudo continuou sendo a informação.

      Outro evento que pode ser usados para exemplificar essa adaptação da CI a evolução tecnológica, é evolução da bibliometria para a webometria. Com o crescimento do volume informacional na web aparece a necessidade de técnicas que permitam mensurar essas informações. A webometria apresenta a mesma lógica da bibliometria, mas, adaptada ao novo suporte.

      Assim como Renault (2007), creio que o fortalecimento e a evolução de uma ciência estão relacionados aos programas de pesquisas desenvolvidos na sua área.
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RENAULT, L. V. Paradigmas e modelos: proposta de análise epistemológica para a ciência da informação. Informação & Sociedade, João Pessoa, v. 17, n. 2, p. 53-60, maio/ago. 2007.